Com óculos doado por ONG, menino vê pela primeira vez com clareza o rosto da mãe

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“Mãe, eu não sabia que você era negra”, disse Denner após colocar óculos pela primeira vez, quando tinha 5 anos. Hoje, aos 8, ele tem 10 graus de miopia e enxerga apenas o que está a menos de 10 centímetros à sua frente.

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Além de não ver o rosto da mãe com clareza, Denner também tinha dificuldade na escola, e conta que precisava chegar bem perto da lousa para conseguir copiar o conteúdo. E, mesmo usando óculos desde os 5 anos, o problema persistia pela impossibilidade de trocar de lentes quando a miopia aumentava. A família, formada por quatro crianças e uma mãe solteira que trabalha como recicladora, não tinha condições de gastar pelo menos R$ 300 para comprar novos óculos para Denner todo ano, o que fez com que ele usasse os mesmos até 2021.

Nova visão, nova vida

Em setembro, porém, a professora de Denner ligou para sua mãe, Juliana, e pediu para conversar com ela sobre os problemas de visão do aluno. Ela entregou à mãe um papel com informações sobre a consulta que tinha agendado para Denner na unidade móvel de saúde da Renovatio, instalada em Londrina (PR), em parceria com a Câmara Brasil-Alemanha e a multinacional Mercedes-Benz.

“Eu achei que seria uma consulta com qualquer outra, mas foi muito mais do que isso”, conta Juliana. Ela não imaginava que Denner entraria na unidade com um problema e sairia com uma solução: óculos perfeitos para seu rosto e seu grau de miopia, doados pela organização, que permitiram que ele enxergasse tudo aquilo que estava perdendo.

Texto: Giovanna Reis
Foto: Studio Pollen
Conteúdo publicado originalmente na Sorria #83, em fevereiro de 2022.

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